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Prática diária e novas perspectivas do câncer de ovário e endométrio

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Prática diária e novas perspectivas do câncer de ovário e endométrio

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No terceiro dia do Next Frontiers to Cure Cancer, maior congresso de oncologia da América Latina, Dra. Andrea Paiva Gadelha Guimarães, vice-líder do Centro de Referência de Tumores Ginecológicos do A.C.Camargo, foi a coordenadora da aula Prática diária e novas perspectivas do câncer de ovário e endométrio, que contou com grandes nomes da área para discussão do tema. 

Entre os debatedores, estavam o Dr. Eduardo Paulino, oncologista clínico do Hospital do Câncer II - Instituto Nacional de Câncer/RJ, o Dr. João Paulo da Silveira Nogueira Lima, oncologista clínico do A.C.Camargo e a Dra. Louise De Brot Andrade, médica patologista do A.C.Camargo. 

A aula contou com a discussão de dois casos: uma paciente com câncer de endométrio e outra com câncer de ovário. 

Câncer de endométrio 

Dra. Louise explicou como é a rotina, no A.C.Camargo, de biomarcadores em uma paciente com câncer de endométrio. “Em todos os casos, utilizamos como marcadores os genes de reparo, P53 e L1Cam. O ideal seria se tivéssemos acesso à pesquisa de POLE em todos os casos, mas reservamos para casos que sejam morfologicamente ambíguos ou de alto grau. Mas, para que possamos classificar do ponto de vista molecular os casos de carcinoma de endométrio é importante fazer sempre a pesquisa de POLE”, explicou Dra. Louise. 

A especialista comentou também que principalmente para os carcinomas de alto grau do endométrio já existem muitas publicações mostrando que há variação intra-observador e a dificuldade do patologista de classificar esse tumor é muito grande. Ter o perfil molecular e classificá-lo é fundamental principalmente nos casos de alto grau. 

“Para o câncer de endométrio, a análise molecular é fundamental tanto para o prognóstico quanto para o preditivo de resposta para o tratamento que temos disponível”, comenta Dra. Andrea. 

Câncer de ovário 

Dr. João Paulo apresentou para discussão o caso de uma paciente de 75 anos de idade, branca, hipertensa e obesa com distensão abdominal e câncer ceroso de alto grau de ovário, estádio IV, sem perda de gene de reparo de DNA e sem mutações de BRCA1 e BRCA. 

Dr. Eduardo comentou que “essa paciente tem que ser muito bem avaliada com uma equipe multidisciplinar e é preciso ter um cirurgião experiente, pois o que é irressecável para um pode ser ressecável para outro”. 

O câncer de ovário é silencioso, demora a apresentar sintomas e pode crescer bastante antes de ser detectado. Por isso, cerca de 75% dos casos têm o diagnóstico quando a doença já está avançada. Cerca de 10% dos casos têm um componente genético e podem estar relacionados com a síndrome familial de mama e ovário.