A relação custo-efetividade em um câncer center
A relação custo-efetividade em um câncer center
Priorização do desfecho clínico e qualidade de vida do paciente são fundamentais para uma relação de custo-efetividade sustentável
Priorização do desfecho clínico e qualidade de vida do paciente são fundamentais para uma relação de custo-efetividade sustentável
Um câncer center é uma unidade especializada em oncologia que traz a integração entre diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer. Este modelo é uma evolução no conceito de saúde onde a análise de custo-efetividade é um dos importantes instrumentos para promover o melhor tratamento, considerando qualidade assistencial, de vida do paciente e desfechos clínicos, com o menor custo.
Os protocolos adotados são todos embasados em conhecimento científico além de serem executados por equipes hiperespecializadas. No A.C.Camargo, por exemplo, este ambiente proporciona chances de 98,7% de cura para mulheres com casos de câncer de mama diagnosticados nos primeiros estágios.
Entre os principais diferenciais deste modelo custo-efetivo, pode-se destacar o atendimento de forma especializada e multidisciplinar para todos os tipos de câncer, mesmo os mais raros, da criança ao idoso, com todas as tecnologias em um só lugar evitando a fragmentação do cuidado e o desperdício de tempo, fator decisivo para casos oncológicos, e recursos.
Além disso, a formação de profissionais que atuarão em todo o sistema de saúde, seja público ou privado e o desenvolvimento pesquisas clínicas e translacionais que futuramente serão aplicadas no cotidiano assistencial também são diferenciais que tornam o modelo cancer center fundamentais.
Em abril de 2023, o A.C.Camargo Cancer Center lançou o Observatório do Câncer, uma publicação inédita no Brasil que avaliou mais de 98 mil casos de câncer tratados na instituição nos últimos 20 anos. Os dados apresentados no estudo mostram a evolução nas taxas de sobrevida dos pacientes tratados. Nos casos de câncer de pulmão, por exemplo, a taxa de sobrevida de 5 anos saltou de 10,4% em 2000, para 51,1% em 2017. Já para adenocarcinomas de rim o salto foi de 52,6% em 2000 para 89,3% em 2017.
