Você sabe quais tipos de câncer tem como um dos seus principais fatores de risco o vírus HIV?
Você sabe quais tipos de câncer tem como um dos seus principais fatores de risco o vírus HIV?
No dia 1º de dezembro, os calendários de todo o mundo são marcados pelo Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, com o intuito de apoiar as pessoas envolvidas com o quadro e promover a compreensão do vírus da AIDS como um problema de saúde pública global. Mas, você sabe como a data surgiu?
No ano de 1987, enquanto acontecia a 3ª Conferência Internacional de Aids em Washington (EUA), centenas de ativistas e pessoas vivendo com o vírus - 200 mil no total – que queriam ser ouvidas pela comunidade científica e, consequentemente, pelo mundo todo, participaram do lado de fora do evento e criaram um marco atemporal na história do combate à doença, que, naquele momento, ainda não apresentava tratamento.
Sendo assim, em 1988, foi proposta a criação do Dia Mundial de Luta Contra Aids, onde a Assembleia Geral da ONU e a OMS (Organização Mundial de Saúde) decretaram essa uma data emblemática para o movimento, cinco anos após a descoberta do HIV – vírus da imunodeficiência humana que causa a AIDS. Naquele momento, 65,7 mil pessoas já tinham sido diagnosticadas com o vírus e 38 mil já tinham falecido. Em 2022, segundo o Ministério da Saúde, somente no Brasil, estima-se que mais de 1 milhão de pessoas vivem com AIDS.
Relação entre o HIV e o câncer
Pessoas portadoras do vírus HIV tem consigo vários fatores que podem contribuir para o aumento da incidência de tumores malignos, como a imunossupressão - que interfere na capacidade do corpo de combater infecções -, efeitos diretos do próprio vírus, coinfecção com outros vírus oncogênicos e fatores ambientais.
Por estas condições, existem alguns tipos de câncer que acabam sendo mais comuns em pacientes soropositivos, mas vale lembrar: não é porque uma pessoa é soropositiva que ela terá câncer, na verdade este será só mais um fator de risco para se ter atenção, ok?!
Quais são os cânceres mais comuns em pacientes portadores do vírus HIV?
Os vírus mais comuns que causam câncer nos pacientes com HIV são o herpesvírus humano-8 (HHV-8), causando o sarcoma de Kaposi; o papilomavírus humano (HPV), resultando em câncer de colo de útero, canal anal e cabeça e pescoço; o vírus Epstein-Barr, causando os linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin.
É possível afirmar que com o início da terapia antirretroviral generalizada na população portadora de HIV, a incidência de algumas neoplasias reduziu drasticamente, como o sarcoma de Kaposi e os linfomas.
E estudos mostraram que em pacientes com HIV que iniciaram imediatamente o tratamento com o antirretroviral, há uma redução de 64% do risco de desenvolver câncer quando comparado aos pacientes que adiaram o uso do medicamento.
Como funciona o tratamento sistêmico para pacientes com HIV?
Alguns pacientes portadores do vírus HIV têm o desafio de fazer o tratamento contra o câncer e o vírus ao mesmo tempo, por isso os cuidados com esses pacientes são diferenciados, tendo em vista o fator da capacidade do corpo de combater infecções, como já comentamos. É necessária uma equipe especializada e um centro de referência para garantir o melhor resultado possível.
Os pacientes podem fazer a quimioterapia, com a recomendação do médico oncologista responsável pelo caso sobre o número e frequência das seções. Nesse momento, também é importante o acompanhamento do médico infectologista e a atuação em conjunto entre os dois especialistas, pois as reduções na carga viral e a restituição da função imunológica podem resultar em uma melhor capacidade de tolerar a quimioterapia e menos infecções oportunistas. O mesmo vale para radioterapia.
O tratamento de pacientes com HIV no A.C.Camargo
No A.C.Camargo Cancer Center, o paciente oncológico com HIV recebe tratamento integral, sendo acompanhado pelas equipes de oncologia, infectologia e outras especialidades necessárias em um mesmo local. A boa comunicação entre as equipes e a experiência do corpo clínico tornam o tratamento do paciente mais seguro e com maior qualidade.
Para os casos complexos e que fogem dos protocolos clínicos específicos, é feita uma avaliação de forma individualizada nos tumor boards, reuniões feitas por uma equipe multiprofissional de especialistas em assistência, ensino e pesquisa do câncer que contribui para a eficiência do tratamento dado ao paciente com o melhor resultado possível.
Para saber mais sobre os tratamentos oferecidos pelo A.C.Camargo, clique aqui.
