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Prevenção de câncer de pele

 

Prevenção de câncer de pele

4 minuto(s) de leitura

Uma mulher aplicando protetor solar no rosto

Uma mulher aplicando protetor solar no rosto
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Câncer de pele pode ser não melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular) e melanoma:

  • Carcinoma basocelular - é o mais comum e encontra-se na epiderme (camada superior da pele). Tem aparência de feridas ou lesões avermelhadas. Podem ter sangramentos com pequenos "raspões". Geralmente aparece em áreas muito expostas ao sol ao longo da vida, como o rosto e o pescoço.
  • Carcinoma espinocelular - surge em células escamosas e também se manifesta como feridas. Na fase inicial possui lesão avermelhada semelhante a um eczema. Geralmente aparece no rosto, nas orelhas, nos lábios, no pescoço e no dorso da mão. Pode também surgir de cicatrizes antigas ou feridas crônicas da pele em qualquer parte do corpo e até nos órgãos genitais.
  • Melanoma – tem origem nos melanócitos, as células que produzem o pigmento que dá cor à pele (a melanina). É o tipo mais raro e também mais agressivo. Geralmente, tem aparência semelhante à de uma pinta, com alterações no formato, tamanho ou cor.

Os cânceres não melanoma são mais comuns, representando 95% dos diagnósticos de câncer de pele, raramente causam morte, mas o tratamento cirúrgico é doloroso e muitas vezes desfigurante. Já o melanoma é mais raro, porém com maiores chances de espalhar por outras regiões do corpo e causar morte, principalmente quando diagnosticado tardiamente.

Qual o risco de uma pessoa desenvolver câncer de pele?

É o câncer com maior incidência no mundo e tem aumentado na última década. Atualmente, entre 2 e 3 milhões de novos casos por ano, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Entre os tipos de câncer de pele, o não melanoma é o mais incidente no mundo e no Brasil, onde há estimativa de 220.490 novos casos para cada ano do triênio 2023-2025, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). No Brasil, ele representa 30% do total de casos de câncer registrados no País e 95% do total dos casos de câncer de pele. Já o melanoma, o tipo mais agressivo de câncer de pele, tem previsão de 8.980 novos casos para cada ano do triênio 2023-2025.

Embora o melanoma tenha o seu pico de incidência dos 45 aos 64 anos, um estudo do A.C.Camargo Cancer Center aponta que 3 entre 10 pacientes com melanoma têm menos de 45 anos.

O carcinoma basocelular é mais comum em pessoas de meia-idade e idosos. Entre 35% e 50% das pessoas que tiveram esse câncer de pele vão ter outro num prazo de 5 anos após o diagnóstico. Isso significa que quem já teve câncer de pele tem de fazer um acompanhamento permanente.

Quem tem mais risco de desenvolver o câncer de pele?

Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver câncer, mas isso não quer dizer que você vai ter câncer de pele.

  • Sol: exposição prolongada ao sol, sem protetor solar (no mínimo, fator 30), envelhece a pele e aumenta enormemente o risco de câncer no futuro.
  • Histórico de queimadura de sol: já ter sofrido queimadura solar ao longo da vida aumenta o risco.
  • História familiar de câncer de pele: histórico de parentes de primeiro grau (pais, irmãos e filhos) com câncer de pele tipo melanoma aumentam o risco de câncer de pele.
  • Bronzeamento artificial: aumenta significativamente o risco de câncer de pele. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou as camas de bronzeamento como agentes cancerígenos, colocando-as no mesmo grupo de risco que o tabaco e o amianto.
  • Ter pele clara: o risco é bem maior entre pessoas brancas (loiras e ruivas) do que entre as negras ou afrodescendentes, o que não significa que negros não têm câncer de pele, porém é mais raro.
  • Sexo: homens correm risco duas vezes maior de ter carcinoma basocelular e três vezes maior de ter carcinoma espinocelular que as mulheres, provavelmente porque passam mais tempo ao ar livre.
  • Produtos químicos: trabalhadores que lidam com arsênico (usado em alguns pesticidas), carvão, parafina, alcatrão e alguns óleos também correm risco maior de desenvolver câncer de pele.
  • Já ter tido câncer de pele: a chance de ter outro é maior.
  • Radioterapia: pessoas que fizeram tratamento com radioterapia têm mais chances de desenvolver câncer de pele, principalmente crianças submetidas à radioterapia.
  • Graves problemas de pele: cicatrizes crônicas de queimaduras, áreas da pele sobre infecções ósseas sérias e certas doenças da pele aumentam o risco de câncer não melanoma, embora esse risco seja pequeno.
  • Psoríase: portadores da doença que tenham sido tratados com psoralen e radiação ultravioleta podem ter risco aumentado para câncer de pele não-melanoma.
  • Xeroderma pigmentoso: é uma doença genética rara. Os doentes, também conhecidos como "Filhos da Lua", têm um dano no DNA que impede o reparo da pele atingida pelos raios do sol e de algumas fontes de iluminação artificial (emissões de radiação ultravioleta). Os portadores podem ter vários cânceres de pele, começando já na infância.
  • Imunossuprimidos: transplantados que tomam drogas para evitar a rejeição correm maior risco de ter câncer de pele, que, nesses casos, crescem mais depressa e podem até ser fatais.

Como prevenir o câncer de pele?

Filtro solar (no mínimo, fator 30), uso de roupas e acessórios adequados (chapéu, boné, óculos, roupas com proteção ultravioleta, guarda-sol e sombrinha) e evitar a exposição no intervalo entre 10 e 16 horas, são as melhores armas para prevenir o câncer de pele. O cuidado deve ser redobrado com as crianças, porque a exposição exagerada ao sol nos primeiros 20 anos de vida é decisiva para o aparecimento de câncer de pele na meia-idade. Pessoas de alto risco (pele e olhos claros) precisam usar filtro solar no dia a dia também, principalmente no rosto e nos braços, em passeios, caminhadas, ao fazer exercícios ou compras ao ar livre. A recomendação vale também para aqueles dias de mormaço ou nublados.

Como detectar precocemente o câncer de pele?

É importante ter o hábito de observar regularmente a pele à procura de feridas que não cicatrizam em 4 semanas, manchas suspeitas e pintas novas ou que se modificaram.  Ao perceber qualquer alteração suspeita na pele, consulte um médico.

O melanoma pode aparecer na forma de manchas, pintas ou sinais. Para ajudar a identificar é importante conhecer a regra do ABCDE das pintas.