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Quais os procedimentos pré-transplante de medula óssea?

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Quais os procedimentos pré-transplante de medula óssea?

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No terceiro texto da série sobre TMO, saiba mais sobre o passo a passo que é feito antes da infusão da medula óssea

Por Daniel Garcia, oncologista clínico, e Jayr Schmidt, head de Hematologia

Os esquemas de transplante de células hematopoiéticas variam de um paciente para outro e dependem do tipo de câncer, do programa de tratamento usado, das características individuais de cada paciente e de outros fatores. 

Avaliação da Saúde

Antes de se submeter ao transplante de células hematopoiéticas é realizada uma avaliação completa da saúde do paciente. O histórico de saúde é revisado pela equipe de transplantes e a maioria dos pacientes também realiza diversos exames. A saúde mental é avaliada devido ao estresse e às demandas do transplante de células-tronco; alguns pacientes são acompanhados por um profissional de saúde mental para discutir preocupações e planejar estratégias de enfrentamento. 

Como os pacientes que recebem medula óssea de doador são hospitalizados por várias semanas ou meses, é importante que ele tenha uma compreensão clara do que vai acontecer e planejar antecipadamente possíveis necessidades de sua família, casa, finanças, animais de estimação e emprego. O paciente deve entender que precisará de tratamento e monitoramento intensivos, mas que há benefícios a longo prazo.

Acesso Venoso

Um número grande de medicamentos será necessário antes, durante e após o transplante de células hematopoiéticas. Para evitar a necessidade de múltiplos acessos intravenosos e picadas de agulha, a maioria dos pacientes terá um acesso central colocado antes do início do tratamento. Isso requer um procedimento cirúrgico curto para inserir um tubo de plástico fino e flexível em uma veia grande no peito, acima do coração. 
O acesso geralmente tem duas ou três portas, que podem ser usadas para infundir medicamentos ou derivados do sangue como concentrados de hemácias e plaquetas, além das próprias células-tronco hematopoiéticas que serão transplantadas. Depois que o acesso central é colocado, deve-se manter a área limpa e observar sinais e sintomas de infecção (dor, vermelhidão, inchaço, drenagem de líquido do local, febre ou calafrios). 

Coleta de Células-tronco Hematopoiéticas

A coleta de células-tronco do sangue periférico é semelhante ao processo de doação de plaquetas. É utilizado um aparelho, chamado de dispositivo de aférese, que remove as células-tronco hematopoiéticas por um processo de filtração. O sangue é removido de uma veia em um local, processado e, em seguida, devolvido a uma veia em outro local. O processo não requer anestesia ou hospitalização. 

Para que haja um número suficiente de células-tronco hematopoiéticas no sangue, o paciente deve primeiro ser tratado com quimioterapia ou um fator de crescimento que estimula a produção e liberação de células-tronco hematopoiéticas no sangue. Doadores saudáveis só recebem fator de crescimento; os pacientes com câncer podem receber apenas fator de crescimento ou quimioterapia mais fator de crescimento.