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A.C.Camargo participa de grande estudo para mapear as características do mesotelioma pleural maligno na América Latina

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A.C.Camargo participa de grande estudo para mapear as características do mesotelioma pleural maligno na América Latina

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Instituições de nove países arrolaram dados sobre o tumor: uma troca de conhecimento que pode gerar novos estudos internacionais

O mesotelioma pleural maligno é um tumor bastante agressivo, quase sempre associado com a exposição dos pacientes ao amianto e seu prognóstico não costuma ser animador. Pouco se sabe sobre os dados dos pacientes latino-americanos que têm a doença. O grupo CLICaP, um consórcio internacional formado por instituições da América Latina, arrolou dados de 302 pacientes com mesotelioma pleural maligno de nove países latino-americanos - Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Panamá, México, Peru, Panamá e Venezuela - que foram diagnosticados e tratados entre janeiro de 2008 e março de 2016. 

O resultado dessa análise retrospectiva está no estudo Characteristics and long‐term outcomes of advanced pleural mesothelioma in Latin America (MeSO‐CLICaP)/ Características e resultados a longo prazo do mesotelioma avançado da pleura na América Latina (MeSO-CLICaP), publicado na Thoracic Cancer. “O mesotelioma plural avançado é um tumor virtualmente incurável, que responde mal aos tratamentos atuais e costuma ser diagnosticado tardiamente, em estágios 3 e 4, porque no início ele é pouco sintomático. Esse estudo é importante já que existe uma carência de informação sobre a doença na nossa região”, explica o Dr. Vladmir Cordeiro de Lima, do departamento de Oncologia Clínica, que participou do trabalho junto com o Dr. Helano Freitas, também da Oncologia Clínica, fornecendo dados de 35 pacientes do A.C.Camargo Cancer Center. “São casos de pacientes tratados aqui na Instituição entre 2007 e 2014. Desses, 43% tiveram a doença por exposição ao amianto”, diz o Dr. Vladmir. 

Do total de 302 pacientes avaliados com média de idade de 61 anos, 191 eram homens, 199 nunca tinham fumado e 117 já haviam sido expostos ao amianto. O estudo revelou as características locais da doença e descreveu os resultados com a quimioterapia na prática médica real, fora de estudos clínicos. “A participação nesse estudo é importante pela troca de conhecimento e possíveis colaborações em novos projetos internacionais”, conta o Dr. Vladmir. No momento, o A.C. Camargo está envolvido em mais três trabalhos do consórcio CLICaP, todos com a colaboração de médicos do nosso departamento de Oncologia Clínica, entre eles o Dr. Vladmir: um sobre mutações no éxon 20 do gene EGFR em câncer de pulmão; outro sobre timoma; e mais um sobre o perfil mutacional do câncer de pulmão de pequenas células.