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Sessão educacional aborda câncer de mama precoce e a necessidade de treinamento de profissionais de saúde

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Sessão educacional aborda câncer de mama precoce e a necessidade de treinamento de profissionais de saúde

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Uma das sessões educacionais do ASCO 2017 debateu o diagnóstico precoce de câncer de mama em pacientes submetidos à radioterapia, na infância, adolescência e juventude, com conclusões que podem ser ampliadas para a população em geral, especialmente quando se trata do aparecimento da doença em mulheres jovens.

O painel "It's more than Chest Radiation: Breast Cancer risk, Prevention, and Surveillance after Childhood, Adolescence and Young Adult Cancer" foi presidido pela Dra. Tara Henderson, da Universidade de Chicago, com a presença do Dr. David Hodgson, do Princess Margaret Cancer Centre, de Toronto, e da Dra. Flora Van Leeuween, do The Netherlands Cancer Institute.

O conhecimento dos fatores de risco do câncer de mama, dos seus sintomas e do histórico familiar tem importância fundamental para o encaminhamento de pacientes jovens para centros de tratamento especializados.

A tendência nessa faixa etária de tumores sem presença de receptores hormonais indica um perfil mais avançado de doença, com progressão rápida e necessidade de tratamento mais agressivo. Além disso, após o tratamento, é preciso treinamento extenso sobre sobrevivência, gerenciamento de dor e cuidados paliativos.

"Há intervenções inovadoras para melhorar a formação, a educação e a conscientização, numa tentativa global de fortalecer a atenção básica e relacionar as opções de tratamento especializado, em vez de apenas desenvolver sistemas paralelos de detecção precoce do câncer", explica o Dr. Cassio Pellizzon, nosso Diretor de Radioterapia, que acompanhou toda a discussão.

De acordo com ele, as estratégias para detecção precoce do câncer de mama podem e devem ser implementadas por meio da integração dos sistemas nacionais de seguro e segurança social, envolvendo ainda a luta contra a pobreza, pela saúde materna e infantil, a saúde sexual e reprodutiva e outros.

Os programas podem servir como plataformas para abordar o diagnóstico precoce, já que é importante dispor de diferentes estratégias para melhorar a gestão e o cuidado contínuo da doença. Não se pode negar a existência de diversidades culturais e regionais, mas precisamos de soluções universais para o cuidado e a prevenção do câncer. Melhorar a sobrevida global dos jovens com câncer da mama exige soluções inovadoras na educação dos profissionais de saúde e do público.

"O empoderamento da comunidade, por meio da capacitação de promotores comunitários de saúde e mão de obra alternativa, pode garantir a sustentabilidade e sustentação das melhorias na detecção precoce e na qualidade dos cuidados. E essas soluções não precisam ser específicas de câncer ou desenvolvidas em sistemas paralelos. Os sistemas de saúde podem ser fortalecidos por abordagens que encontrem sinergias entre diferentes doenças e doentes, criando programas ou melhorando plataformas já existentes", avalia Dr. Pellizzon.