A.C.Camargo fornece tecnologia e treinamento para impulsionar pesquisa do câncer no Uruguai
A.C.Camargo fornece tecnologia e treinamento para impulsionar pesquisa do câncer no Uruguai
Em um acordo inédito firmado em dezembro durante solenidade promovida pelo Instituto Nacional del Cáncer, em Montevidéu, o A.C.Camargo Cancer Center, instituição paulista que é referência mundial em prevenção, tratamento, ensino e pesquisa do câncer, vai compartilhar com instituições governamentais uruguaias o seu conhecimento e tecnologia em identificação das causas e melhor tratamento dos tumores de maior incidência no país vizinho, entre eles os tumores de esôfago e intestino.
Faz parte da parceria a doação, por parte do A.C.Camargo, de todos os softwares usados na formação e análise das amostras do Banco de Tumores da instituição, o primeiro e maior da América Latina, com mais de 30 mil amostras. De acordo com o patologista e coordenador do Banco de Tumores do A.C.Camargo, Antônio Hugo Fróes Campos, junto com a cessão da tecnologia será oferecido treinamento aos profissionais que atuarão no Banco de Vida, a ser montado no Laboratório de Patologia do Instituto Nacional del Cáncer, o Inca do Uruguai.
Entre os alvos estará o câncer de esôfago. Isso porque o Brasil e o Uruguai registram as duas maiores incidências dessa doença nas Américas – em torno de dez casos anuais a cada 100 mil habitantes. O principal fator de risco é o consumo em excesso de bebidas em altíssimas temperaturas, como o chimarrão (mate), habitual em todo o território uruguaio e no Sul do Brasil. Os dois países vem registrando também um crescimento do número de casos de câncer de intestino, tipo de câncer que, embora multifatorial (várias causas envolvidas), está bastante ligado ao consumo de churrasco.
Além do Instituto Nacional del Cáncer, o Banco de Vida beneficiará também o Hospital Militar e outras instituições públicas e privadas uruguaias, que poderão utilizar a tecnologia de ponta para análise do perfil de cada câncer diagnosticado no país e possibilitar que patologistas, oncologistas e engenheiros de computação possam se integrar à comunidade científica mundial em busca de novos métodos de diagnóstico e tratamento da doença.
O acordo entre os dois países inclui a criação de protocolos de pesquisas que visam á identificação de marcadores moleculares que sejam potenciais novos alvos diagnósticos e terapêuticos. À frente dos trabalhos, por parte da instituição brasileira, estão a cientista e diretora do Centro Internacional de Pesquisa (Cipe) do A.C.Camargo, Vilma Martins, e o patologista, diretor do Departamento de Anatomia Patológica e idealizador do Banco de Tumores, Fernando Augusto Soares.
