Como funciona a cirurgia robótica em crianças Pular para o conteúdo principal

Cirurgia robótica em crianças: saiba mais sobre o procedimento nos pequenos

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Cirurgia robótica em crianças: saiba mais sobre o procedimento nos pequenos

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Médica acolhendo paciente pediátrico

Médica acolhendo paciente pediátrico

Técnica realizada com o auxílio de robôs pode ser usada em casos selecionados

A precisão durante um procedimento cirúrgico é fundamental para a garantia de um tratamento de qualidade, necessidade essa que é potencializada quando o paciente é uma criança . Com dimensões corpóreas e fisiologia diferentes dos adultos, todo cuidado e atenção devem ser redobrados.

A cirurgia robótica em crianças é um tipo de cirurgia minimamente invasiva. Fazem parte desse grupo a videolaparoscopia e a cirurgia por orifícios naturais. Todo, ou parte do procedimento, é realizado com o auxílio de um robô, controlado por um médico(a) cirurgião habilitado(a).

A técnica pode ser utilizada em diversos casos, como na remoção de tumores das adrenais, dos rins, da próstata e outros procedimentos que fazem parte do tratamento de crianças com câncer, com o mesmo sucesso que se consegue em adultos.

Além de menor tempo de internação, com o emprego da técnica, são esperados menos efeitos adversos para as crianças.

Cirurgia robótica em crianças: vantagens

O procedimento traz diversos benefícios importantes na hora do tratamento. "Menos dor no pós-operatório, menor tempo de hospitalização, menor risco de hérnias incisionais, além de benefícios estéticos", explica a médica cirurgiã pediátrica Maria Lúcia de Pinho Apezzato, head da Cirurgia Pediátrica do A.C.Camargo Cancer Center.

A especialista é, atualmente, a única cirurgiã pediátrica habilitada a realizar cirurgias robóticas no Brasil.
Ela também conta que o procedimento traz outras vantagens, como maior amplificação da imagem (aumento da profundidade da lente da câmera disposta nos robôs), com efeito tridimensional e precisão de movimentos.

Ainda assim, a médica ressalta que nem todas cirurgias são eletivas para o uso de robôs.

"É importante analisar caso a caso. Tumores muito grandes ou que envolvam estruturas nobres, como grandes vasos, ainda não são candidatos a ressecção por técnicas minimamente invasivas em crianças", alerta a doutora.

No A.C.Camargo, a técnica é usada em crianças desde 2017, pelo CR de Tumores Pediátricos e é uma referência do procedimento no país.

Maria Lucia de Pinho Apezzato | A.C.Camargo Cancer Center