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Cuidados na fase final de vida

 

Cuidados na fase final de vida

Entenda como algumas medidas trazem conforto para o paciente ao evitar alguns medicamentos, exames e procedimentos nos últimos dias de vida

Cuidados paliativos são aqueles ofertados a pessoa de todas as idades que se encontram em intenso sofrimento relacionado a sua saúde, a fim de trazer mais qualidade de vida a seus pacientes, familiares e cuidadores. No fim de vida, o foco do cuidado aos pacientes passa a ser, exclusivamente, proporcionar conforto e bem-estar. 

Com esse objetivo, a equipe do A.C.Camargo criou um protocolo específico para o paciente com expectativa de vida de dias ou horas. “Para esse paciente, algumas medidas de tratamento como a administração de quimioterápico, por exemplo, não resultará em mudança do percurso da doença, além de gerar impacto na qualidade de vida do paciente nesse estágio avançado”, explica Barbara Alana Vizzacchi, enfermeira que participou da construção do protocolo e do projeto piloto em julho de 2020.

O paciente passa a fazer parte deste protocolo após avaliação do médico e anuência da família ou do próprio paciente, caso esteja em condições clínicas para decidir. Depois, a equipe assistencial delibera quais tratamentos e procedimentos serão descontinuados e quais serão implementados.

Mudanças que o protocolo traz

Confira alguns exemplos das principais medidas abordadas no protocolo, em operação desde novembro de 2020.

Tratamentos implementados 
    • Visita familiar expandida, já que no período de pandemia o número de visitantes é restrito;
    • Ajuste no horário de administração dos medicamentos, evitando o período noturno para que o paciente tenha preservado seu momento de sono;
    • Avaliação e monitorização de sintomas que causam desconforto, como dor, náuseas e vômitos;
    • Avaliação da necessidade de sedação ou extubação paliativa.

Tratamentos descontinuados
    • Quimioterapia, radioterapia e/ou cirurgias;
    • Procedimentos endoscópicos e intervencionistas, como biópsias ou punções;
    • Exames de imagem e laboratoriais;
    • Reanimação cardiopulmonar;
    • Internação em UTI.

“As medidas adotadas por este protocolo têm o objetivo de trazer mais conforto e qualidade para os últimos dias de vida do paciente. Para a equipe assistencial, promove maior uniformidade e integração das ações multidisciplinares no cuidado. Mas, principalmente, ressalta a importância de olhar cada paciente na sua individualidade”, complementa a Dra. Sandra Caires, head médica do Grupo de Cuidados Paliativos da Instituição.