Alexandra Martins
Alexandra Martins
Minha jornada oncológica começou em 2011, quando fui diagnosticada com câncer de mama aos 29 anos. Na época, morava em Porto Alegre, onde nasci e fui tratada com o apoio da minha família. Anos depois, uma nova fase da vida me levou para São Paulo, com uma excelente oportunidade de trabalho. Mas, uma semanas após a mudança, veio o segundo diagnóstico, novamente um câncer de mama.
Fiz a biópsia em Porto Alegre, com a oncologista que me acompanhava há oito anos. Assim que o diagnóstico foi confirmado, ela me disse: “Já que você está em São Paulo, quem vai te acompanhar agora é uma das minhas melhores amigas, ela trabalha no A.C.Camargo.” Eu não conhecia o Cancer Center até então, mas confiei totalmente na indicação.
Dessa vez, não tinha minha rede de apoio por perto. Estava sozinha na cidade, em um novo trabalho, e com a insegurança de que o tratamento interrompesse essa conquista profissional. Mas, mesmo com o baque, decidi que não iria desistir da minha vida e carreira. Vim para São Paulo com um propósito, e não queria deixar essa oportunidade passar. A empresa em que fui contratada foi extremamente acolhedora e compreensiva, e isso fez toda a diferença.
Sem família por perto, minha rede de apoio virou o próprio A.C.Camargo. Passei muito tempo dentro do hospital, e ali encontrei pessoas que fizeram toda diferença durante a minha jornada. Hoje, inclusive, participo de projetos sociais com esses profissionais, iniciativas que nasceram no Cancer Center e impactam diretamente quem está em tratamento.
Conciliar o tratamento com uma carreira em ascensão não foi fácil, mas encarei com confiança. Um fator essencial foi a integração entre os profissionais do AC, em que cada etapa da minha jornada foi marcada por alinhamento, comunicação clara e segurança. Mesmo passando por diferentes médicos e fases, sempre senti que havia um plano bem definido e um cuidado coerente. Nunca me senti perdida ou mal-informada.
Em 2022, enfrentei o terceiro diagnóstico, desta vez um melanoma. Mas não me deixei abalar. O câncer ainda é uma dor real, traz medo e tristeza, mas acredito que hoje, com o avanço da ciência, da tecnologia e da eficiência dos protocolos, é possível traçar um caminho com confiança. Sempre acreditei que poderia conciliar a vida profissional com o tratamento, e sigo provando isso todos os dias.
