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Anatomia Patológica

 

Anatomia Patológica

13 minuto(s) de leitura

Duas mulheres em dois microscópios

Duas mulheres em dois microscópios
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É um serviço essencial, responsável pelo diagnóstico preciso e, assim, determinar o tratamento mais adequado para cada paciente. Este é o grande diferencial da Anatomia Patológica do A.C.Camargo Cancer Center, uma equipe composta por médicos patologistas especializados e com títulos acadêmicos de mestrado e/ou doutorado e que coordena o programa de Residência Médica em Patologia. Além da atividade assistencial no diagnóstico e atuação no ensino, nossas pesquisas são veiculadas em publicações internacionais de alto impacto e também temos trabalhos premiados em congressos dentro e fora do país.

O que fazemos

Nosso laboratório de Anatomia Patológica atua integrado com todas as outras especialidades médicas, realizando exames histopatológicos (análises macroscópicas e microscópicas de amostras de tecido em biópsias e peças cirúrgicas), citopatológicos (análise de alterações em células individuais de fluidos, líquidos corporais, aspirados e esfregaços) e intraoperatórios (pelo método de congelação). O processo envolve a coleta de tecido, fixação (geralmente em formol), processamento, corte em lâminas finas e coloração (como Hematoxilina e Eosina - HE), para então serem examinadas por um patologista no microscópio ou na tela do computador. A atuação do médico patologista permite diagnosticar doenças como câncer, infecções e inflamações, identificando alterações celulares e a causa, gravidade e extensão da lesão, para orientar o tratamento com acurácia. 

Com o material coletado na PAAF (punção aspirativa por agulha fina), biópsia ou peça cirúrgica é possível identificar os aspectos patológicos do tumor e as informações que determinam o perfil do câncer, seu tipo histológico (que pode variar entre mais de 800 tipos diferentes), o grau de malignidade da doença e as chances de cura. O diagnóstico patológico é fundamental para o diagnóstico, estabelecimento do prognóstico e definição terapêutica no manejo do câncer.

Nosso serviço de Anatomia Patológica é referência, recebemos pedidos de análises de outros locais e temos contratos com outros laboratórios. Além disso, realizamos testes adicionais como imuno-histoquímica, hibridização in situ (cromogênica ou fluorescente) e de genômica.

Somos pioneiros em diversos procedimentos:

  • Mesas automatizadas de macroscopia.
  • Patologia computacional com uso de algoritmos de inteligência artificial (IA) para aprimoramento do diagnóstico e avaliação de biomarcadores.
  • Oferecemos aos médicos e aos pacientes os mais modernos testes moleculares aplicados ao diagnóstico.
  • Os destaques incluem FISH (fluorescent in situ hybridization), CISH, DISH, MSI (microsatelitte instability), metilação, CGP (comprehensive genomic profiling), entre outros.

O diagnóstico preciso é essencial para um tratamento individualizado.

 

Núcleo de Diagnóstico Genômico e Patologia Molecular 

A Patologia Molecular, parte da Anatomia Patológica, avalia e diagnostica doenças por meio de análises de DNA, RNA e proteínas em tecidos, órgãos ou fluidos corporais. Além disso, a detecção de alterações imuno-histoquímicas e genômicas pode auxiliar na recomendação do melhor tratamento para cada paciente.

As técnicas da genômica e da patologia molecular permitem:

  • Estudar o perfil proteico/imuno-histoquímico, o DNA e o RNA das células neoplásicas para identificar alterações moleculares específicas em cada caso de câncer.
  • Pesquisar partículas virais incorporadas ao genoma da célula hospedeira.
  • Identificar a presença normal, deficiente ou exagerada de determinados genes, cromossomos ou proteínas.

A genômica e a patologia molecular contam com ferramentas fundamentais para o diagnóstico de alguns tipos de neoplasias e para a definição terapêutica de pacientes com câncer. Ainda, promove a pesquisa e a inovação de tratamentos oncológicos. 

Os testes da genômica e da patologia molecular permitem análises mais precisas e personalizadas, o que diversifica as opções de tratamentos.

Nossos exames englobam técnicas para estudar o perfil proteico/imuno-histoquímico, o DNA e o RNA das células neoplásicas para identificar alterações moleculares específicas em cada caso de câncer: 

  • Estudo imuno-histoquímico (IHQ)
  • Testes de hibridação/hibridização in situ (ISH)
  • Testes de genotipagem do HPV
  • Testes genômicos

 

Imuno-histoquímica

Avanços no desenvolvimento de anticorpos específicos para os mais variados antígenos têm permitido o estudo de numerosas proteínas associadas à adesão celular, antígenos oncofetais, agentes infecciosos, apoptose, ciclo celular, diferenciação celular, oncogenes, fatores de crescimento, fatores de transcrição, hormônios, filamentos intermediários, matriz extracelular, genes de reparo, genes supressores de tumor e oncogenes.

Com o advento de novas terapias, tendo como alvo moléculas específicas, a necessidade de identificação destes fatores nos tecidos tem se tornado necessidade de primeira ordem na Patologia.

O Departamento de Anatomia Patológica do A.C.Camargo dispõe de mais de 200 anticorpos diferentes para os mais diversos marcadores; a imuno-histoquímica é totalmente automatizada e o serviço está aberto a contratos de assistência para a realização de exames imuno-histoquímicos e outras técnicas como CISH, FISH, DISH e NGS (testes genômicos). 

 

Hibridação/hibridização in situ (ISH) 

Testes de hibridação/hibridização in situ (ISH), cuja principal vantagem é indicar a localização precisa, em um tecido ou célula, da sequência-alvo de interesse do DNA ou RNA, através da ligação com uma sonda, a qual contém um revelador que permite sua visualização seletiva. O DNA/RNA de interesse pode pertencer a um agente infeccioso ou indicar qual célula contém um determinado gene ou sequência de interesse. Oferecemos testes de hibridação/hibridização in situ com várias sondas empregando as técnicas de FISH, CISH, SISH e DISH. Estes estudos são usados para o diagnóstico complementar e/ou para a avaliação de fatores prognósticos e preditivos em diversos tipos de neoplasia.

 

Definição do diagnóstico e predição de resposta terapêutica

ERBB2/HER2-neu: avaliação de amplificação do gene ERBB2 para identificar pacientes com câncer de mama ou estômago que se beneficiarão do tratamento com medicamentos anti-HER2.

1p 19q: avaliação da presença de deleção de 1p e 19q para definir o diagnóstico de tratamento de pacientes com gliomas do sistema nervoso central.

EWS (EWSR1): avaliação da presença de rearranjo do gene EWSR1 para a confirmação do diagnóstico de sarcoma de Ewing.

MDM2: avaliação quanto à presença de amplificação do gene MDM2 para o diagnóstico de lipossarcomas.

MALT1 t(11;18), BCL2, BCL6, IGH/BCL2 t(14;18), CICLINA D1 IGH/CCDN1 t(11;14): avaliação para o diagnóstico e classificação de linfomas.

 

Genotipagem de HPV

Oferecemos o teste de PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) em tempo real utilizando o Cobas® 4800 Human papilomavírus da Roche (automatizado), o qual permite detectar 14 tipos de HPV de alto risco oncogênico. Este estudo é indicado para carcinomas de colo uterino, vulva, vagina, pênis, canal anal, oral e cabeça/pescoço.

 

Biópsia líquida 

Você já ouviu falar de biópsia líquida? É uma das técnicas mais modernas na Genômica, sendo processada em equipamentos de última geração. Ela em geral é indicada no acompanhamento do tratamento de pacientes que já foram diagnosticados com alguns tipos de câncer.

Fazemos a biópsia líquida para tumores de pulmão, mama, do trato gastrointestinal, melanoma, entre outros.

A biópsia líquida para avaliar DNA tumoral circulante (ctDNA) é um procedimento minimamente invasivo para detecção do DNA do tumor a partir da coleta de uma amostra de sangue ou outros fluidos do paciente, como urina, linfa ou líquor. Através dela, o DNA livre no plasma é analisado, permitindo o acesso a informações sobre o perfil genético do tumor, o que pode auxiliar na escolha do tratamento e no monitoramento da resposta terapêutica.
 

Como funciona?

É coletada uma amostra do sangue do paciente, e o plasma é separado por um processo de centrifugação. Em seguida, o DNA livre de células é isolado e submetido a análise quanto à presença de mutações.

  • Tratamento individualizado: a detecção de mutações específicas do tumor do paciente permite a escolha do melhor tratamento e o monitoramento da resposta terapêutica.
  • Rapidez: Os resultados da biópsia líquida estão disponíveis em até 15 dias úteis.


Para quem é indicada?

É indicada aos pacientes já diagnosticados com câncer para acompanhamento da doença, identificação de variantes de sensibilidade ou resistência ao tratamento, e acompanhamento, conforme indicação do médico.

Atualmente, no A.C.Camargo Cancer Center, a biópsia líquida está disponível para anomalias vasculares e para vários tipos de câncer, como o de pulmão, do trato gastrointestinal e melanoma. Todo o processo é realizado dentro da instituição com equipamentos de última geração. Oferecemos ainda a Biópsia Líquida Personalizada, que possibilita avaliar mutações pontuais específicas do tumor previamente identificadas em um teste genômico somático do paciente empregando amostra tecidual da neoplasia, rastreando as mutações encontradas em DNA livre no plasma para a detecção de DNA tumoral circulante e de variantes genéticas.


Quais os diferenciais da biópsia líquida com avaliação de ctDNA?

Mais confortável e menos agressiva. É uma técnica minimamente invasiva, pois evita que o paciente se submeta a uma intervenção cirúrgica para análise.

Dinâmica e precisa. Permite a análise in vivo da resposta terapêutica e do desenvolvimento de novas mutações somáticas
 

Como é feito o procedimento?

1 - Coleta do material
O processo se inicia com a coleta de sangue ou outros fluidos corporais no próprio A.C.Camargo Cancer Center.

2 - Separação do plasma
Através da centrifugação, que deve seguir procedimentos específicos determinados pelo laboratório.

3 - Extração do DNA e sequenciamento
O DNA livre de células no plasma é isolado e submetido a sequenciamento de nova geração (NGS) e à análise de mutações.

4 - Identificação de variantes genéticas
Mutações específicas são avaliadas para auxiliar na escolha e no monitoramento do tratamento.

Compreende a análise pelo médico patologista de PAAFs, biópsias, peças cirúrgicas e outros tipos de espécimes. 
São diversas as modalidades de biópsia, dependendo de cada caso, e a maioria delas é feita em ambulatórios e apenas com anestesia local. As biópsias podem ser guiadas por ultrassom, mamografia, tomografia computadorizada ou ressonânica magnética, sendo realizadas por médicos radiologistas especialistas na área de intervenção. Minimamente invasivas, são seguras e precisas.

Biópsia percutânea guiada por imagem: Nesse tipo de biópsia, o material é obtido por meio de uma agulha introduzida através da pele, permitindo a retirada de pequenos fragmentos do tecido suspeito. Após o processamento técnico adequado, esse material é encaminhado ao médico patologista, responsável pela análise microscópica detalhada da amostra. A partir da avaliação das características celulares e teciduais, o patologista elabora o laudo anatomopatológico, que define o diagnóstico e orienta a conduta clínica, identificando se a lesão é benigna ou maligna.

A pesquisa em oncologia depende da identificação das características e dos perfis dos tumores, informações obtidas por meio da análise de materiais biológicos. A estrutura mais adequada para armazenar esses materiais é o Biobanco - responsável pela coleta, pelo armazenamento e pelo gerenciamento de amostras de diversos tipos de materiais humanos: tecidos, sangue, RNA, DNA, entre outros, de acordo com normas e padrões nacionais e internacionais.

Nosso Biobanco é um dos maiores e mais organizados bancos de armazenamento de amostras de câncer da América Latina. É uma iniciativa que possibilita a realização de pesquisas em câncer com qualidade comparável aos estudos realizados nos melhores centros de saúde e pesquisa do exterior.

A experiência na área de biologia molecular possibilitou a criação do Banco de Ácidos Nucleicos, que faz parte do Biobanco, onde o DNA e o RNA de todas as amostras biológicas, incluindo tecidos e sangue, são purificados, visando alto rendimento e qualidade que possibilite a utilização desse material para as diversas metodologias moleculares dos projetos desenvolvidos no A.C.Camargo Cancer Center.

A estrutura do Biobanco do A.C.Camargo é composta pelo Banco de Tumores e pelo Banco de Macromoléculas. Desde sua criação, foram coletadas no Banco de Tumores 60.477 amostras (leucócitos, plasma, tecido congelado, tecido PFA e tecido FA), mantendo-se aproximadamente 30 mil amostras em estoque. Já no Banco de Macromoléculas, foram cerca de 19 mil amostras processadas desde 2004.

Banco de Tumores

O Banco de Tumores do A.C.Camargo Cancer Center foi criado para atender à demanda de armazenamento de tecidos de alta qualidade, essencial para a pesquisa oncológica. Gerencia a coleta, o armazenamento e o fornecimento de amostras de tecidos para atender aos projetos de pesquisa realizados pelo A.C.Camargo ou por meio de colaborações e parcerias.

A multidisciplinaridade entre clínicos, cirurgiões, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, biólogos, biomédicos, patologistas e até administradores é essencial para que as informações sejam altamente confiáveis e possam ser utilizadas pelos diversos projetos de pesquisa.

O grande diferencial do Banco de Tumores é permitir estudos sobre o câncer em nível molecular, com o uso de equipamentos e técnicas avançadas, que garantem resultados mais seguros. A pesquisa "em nível molecular" significa estudar as moléculas (DNA, RNA, proteínas) existentes em tecidos e tumores humanos, com diversas finalidades:

  • Identificar os mecanismos que levam ao aparecimento da doença.
  • Desenvolver testes de rastreamento mais eficientes, que permitam o diagnóstico precoce, com melhor chance de cura.
  • Desenvolver tratamentos mais eficazes, baseados em características de um tumor em particular, ou de um grupo de pacientes em particular.

Banco de Macromoléculas

A investigação molecular através da aplicação de modernas técnicas de análise de DNA, RNA e proteínas, aliada à alta qualidade das moléculas e à confiabilidade da informação clínica vinculada à amostra, resultou em importantes achados na era da genômica. Essas descobertas têm permitido a identificação de marcadores moleculares em câncer e aceleram o desenvolvimento de estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento.

Nesse contexto, o Banco de Macromoléculas do A.C.Camargo atua como um suporte às pesquisas que buscam marcadores potenciais para a prática clínica. Realiza a extração de macromoléculas (DNA, RNA) e otimiza protocolos de purificação destes ácidos nucleicos provenientes de várias fontes biológicas – desde material congelado até material emblocado em parafina – visando a alta pureza, rendimento e integridade das moléculas e, consequentemente, permitindo sua utilização em todas as abordagens moleculares.

O acervo totaliza hoje cerca de 19 mil amostras processadas, entre DNA e RNA. O banco dispõe de esquema totalmente informatizado, com equipamentos de última geração e equipe altamente qualificada, que garantem o nível de qualidade e de aproveitamento das amostras clínicas, para pesquisas de qualquer natureza e aplicação. Por ser especializado, o processo de extração de ácidos nucleicos permite que as amostras sejam compartilhadas entre diferentes projetos.

Antes da purificação dos ácidos nucleicos, todas as amostras de tecidos passam por uma análise patológica para confirmação da presença das células de interesse e, quando necessário, as amostras são microdissecadas manualmente ou a laser. Desde sua criação, o Banco de Macromoléculas disponibilizou amostras para centenas de projetos do próprio A.C.Camargo e de instituições parceiras.

Direitos do paciente

A maioria dos tratamentos de câncer requer a realização de cirurgia para a retirada do tumor. Essa retirada é essencial para que o tumor seja analisado por médicos patologistas, que fornecem um relatório detalhado com informações sobre o perfil do tumor. Esses dados são utilizados pelo cirurgião e pelo oncologista na programação do tratamento do paciente.

Todo material que sobra da análise do patologista pode ser utilizado em pesquisas médicas, se o paciente consentir em doá-lo para armazenamento pelo Biobanco. Entretanto, a decisão do paciente em doar ou não amostras para coleta e armazenamento pelo banco do A.C.Camargo não influi de nenhuma maneira em seu atendimento e tratamento.

O material só é coletado após a equipe responsável ter certeza de que a coleta não afetará os exames necessários para o diagnóstico e o tratamento corretos do paciente.

Como colaborar com a missão do Biobanco do A.C.Camargo?

Os pacientes atendidos no A.C.Camargo devem autorizar a coleta e o armazenamento de amostras biológicas assinando o "Termo de Consentimento Livre e Esclarecido". Esse documento explica, em detalhes, a função, o objetivo e as obrigações do Biobanco do A.C.Camargo. A identidade do paciente é preservada em todo o processo e o material só é utilizado em projetos de pesquisa que tenham sido aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa do A.C.Camargo.

Com o intuito de estudar grandes volumes de amostras de diferentes pacientes, a técnica de Tissue Microarray permite colocar amostras anatomopatológicas de vários pacientes em um único bloco de parafina. Dessa forma, é possível, com uma única reação, aplicar as técnicas de imuno-histoquímica, FISH, CISH ou DISH. O número de amostras pode chegar a até 500. Isso permite que projetos de pesquisa com objetivos distintos sejam conduzidos, como para avaliar a influência da expressão de determinados marcadores na sobrevida, delinear o perfil proteico de uma certa neoplasia, ou determinar o valor biológico daquela proteína em análise. O Departamento tem larga experiência com este tipo de tecnologia, tendo arrays de tecido dos mais variados tipos, neoplásicos e normais, tais como mama, tireoide, estômago, ovário, colo uterino, sarcomas, melanomas, linfomas, entre outros.

Comece seu cuidado com quem é referência em tratamento oncológico

No A.C.Camargo Cancer Center, você encontra uma estrutura completa dedicada exclusivamente ao cuidado oncológico. Nossos especialistas atuam de forma integrada, garantindo diagnóstico preciso, tratamento personalizado e acompanhamento em todas as etapas da jornada do paciente.

Com tecnologia de ponta, equipes multidisciplinares e mais de sete décadas de experiência em oncologia, oferecemos um cuidado que une ciência, acolhimento e excelência médica.

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