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A.C.Camargo abre o primeiro estudo clínico brasileiro de células CAR-T para mieloma múltiplo

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A.C.Camargo abre o primeiro estudo clínico brasileiro de células CAR-T para mieloma múltiplo

O estudo buscará entender se há melhoria no desfecho do paciente que utiliza a terapia com células CAR-T após uma sequência inicial de três medicamentos utilizados no tratamento da doença

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O estudo buscará entender se há melhoria no desfecho do paciente que utiliza a terapia com células CAR-T após uma sequência inicial de três medicamentos utilizados no tratamento da doença

O A.C.Camargo Cancer Center abriu o primeiro estudo clínico brasileiro que utilizará a inovadora terapia com células CAR-T para pacientes com mieloma múltiplo recém-diagnosticado e para os quais o transplante de células-tronco autólogo não está planejado como terapia inicial.

Para os pacientes com este perfil, o tratamento atual mais recomendado é feito com uma sequência de três medicamentos. Por isso, o objetivo do estudo é entender se os pacientes que utilizam estes três medicamentos e, em seguida, fazem a terapia com células CAR-T, têm desfecho melhor quando comparados aos pacientes que fazem o tratamento somente com os medicamentos.

Como muitos dos estudos envolvendo mieloma múltiplo e CAR-T consideravam pacientes com o câncer recidivado, a inovação deste tratamento é ter como público os pacientes com diagnóstico recente da doença e ainda não terem passado por diversas fases de tratamento. 

Apesar deste estudo apresentar um cenário promissor, o mieloma ainda não tem cura. Mas, a pesquisa pode trazer uma nova perspectiva de possibilidade de remissão ainda mais prolongada para a doença se for tratada desde as fases mais iniciais.

Outro ponto positivo do estudo é oferecer a possiblidade de tratamento de ponta para os pacientes do SUS que participarem da pesquisa. Mesmo se o paciente não estiver no grupo que utilizará as células CAR-T, também poderá se beneficiar ao ter acesso aos três medicamentos, pois um deles não é disponibilizado pelo SUS.

Saiba mais sobre mieloma múltiplo

No mieloma múltiplo, os plasmócitos são anormais e se multiplicam rapidamente, comprometendo a produção das outras células do sangue. Mais recorrente em pessoas com idade superior a 60 anos, seus sinais podem ser confundidos com questões inerentes ao envelhecimento, retardando o diagnóstico.

Atualmente, os meios de prevenção do mieloma múltiplo ainda não são conhecidos, bem como suas causas. Contudo, sabe-se que, além da idade, histórico familiar, exposição à radiação e a produtos químicos, como amianto e pesticidas, também são fatores de risco.

O diagnóstico é feito pelo hematologista ou oncologista, por meio de testes clínicos, sanguíneos, de urina e biópsia da medula. Exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, são usados para identificar se o câncer compromete outras regiões do corpo. 

Estima-se que cerca de 95% dos casos são diagnosticados em fases avançadas da doença. Nesse quadro avançado, a taxa de sobrevida de cinco anos é de 51%, enquanto esse percentual pode chegar a 74% quando identificado em estágio inicial.

 

FONTE: Dr. Jayr Schmidt Filho, líder do Centro de Referência de Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo Cancer Center.