A.C.Camargo Cancer Center alerta para os fatores de risco do câncer de pâncreas
A.C.Camargo Cancer Center alerta para os fatores de risco do câncer de pâncreas
Doença com sintomas inespecíficos, o câncer de pâncreas é diagnosticado em 80% dos casos em fase mais avançada. O combate ao tabagismo e a atenção à história familiar são importantes medidas para mudança deste cenário
Oito entre dez casos de câncer de pâncreas são diagnosticados em fase mais avançada da doença. Essa alta prevalência de diagnóstico tardio está associada com o fato de que os sintomas associados ao surgimento desses tumores são inespecíficos e tardios. Os principais sintomas são emagrecimento, perda de apetite, alterações do açúcar no sangue, dor abdominal e nas costas e coloração amarela da pele e dos olhos. Por sua vez, a boa notícia é que há formas de alterar este cenário, pois, embora os sintomas não sejam muito claros em alerta quanto à ocorrência da doença, a atenção aos fatores de risco é uma importante medida de prevenção e diagnóstico precoce.
Há evidências da relação direta do consumo de cigarro com a ocorrência do câncer de pâncreas. De acordo com o cirurgião oncologista e diretor do Departamento de Cirurgia Abdominal do A.C.Camargo Cancer Center, Felipe José Fernández Coimbra, os fumantes têm risco aumentado em 2 a 6 vezes em relação aos não fumantes. A hereditariedade é também, segundo o especialista, um fator que deve ser levando em conta. Estão no grupo de risco os indivíduos com antecedência familiar de câncer de pâncreas ou com histórico de outras síndromes como a de mama e ovário hereditário (mutação no gene BRCA), melanoma familial, polipose adenomatosa familiar (relacionada ao câncer de intestino) e síndrome de Von Hippel Lindau (relacionada ao câncer de rim hereditário). "Nestes casos, os pacientes e familiares devem ser acompanhados por equipe especializada", explica Felipe Coimbra.
Dentre os métodos para diagnóstico de câncer de pâncreas está o exame de sangue que investiga a elevação em um marcador tumoral chamado CA 19-9, que pode acontecer em até 80% dos casos. Entretanto, esta elevação não confere certeza de diagnóstico, pois outras doenças ou tumores podem levar a essa alteração. Outra medida é a realização de exames como, por exemplo, a tomografia computadorizada de abdômen quando indicada por um médico. Além disso, pacientes que não podem usar contraste iodado podem realizar a ressonância nuclear magnética, já que esta apresenta características semelhantes à tomografia no diagnóstico de lesões pancreáticas. Outros exames que, de acordo com o caso, podem ser indicados, são a colangiopancreatografia endoscópica retrógrada (exame realizado por endoscopia, onde é injetado contraste na via biliar e no pâncreas) e a ultrassonografia endoscópica (ultrassom realizado com o aparelho de endoscopia).
TRATAMENTO - O sucesso no tratamento do câncer de pâncreas está diretamente relacionado a um diagnóstico mais precoce. Outro fator que sempre deve ser levado em consideração para o sucesso do tratamento oncológico do paciente é a necessidade da avaliação de uma equipe multidisciplinar desde o primeiro momento do tratamento e da cirurgia ser realizada com preceitos oncológicos rigorosos. Em algumas situações, quando o tumor estiver invadindo os vasos e esta invasão for passível de retirada, pode ser realizada a remoção destes vasos e as suas reimplantações (ressecção vascular). Estes casos não são tão raros e somente um profissional especializado deve praticá-lo. O treinamento da equipe envolvida no tratamento deste tipo de doença é de importância crucial para o sucesso desta cirurgia. Hoje já é possível realizar a cirurgia do pâncreas por vídeo-laparoscopia e por via robótica em casos selecionados.
Quase a totalidade dos pacientes submetidos à retirada dos tumores de pâncreas devem ser tratados com quimioterapia no pós-operatório, com intuito de destruir as células tumorais distantes que ainda estiverem vivas. Pode ser indicada também a realização de quimioterapia neoadjuvante (quimioterapia antes da cirurgia) nos pacientes com tumores localmente avançados. As drogas de quimioterapia mais comumente utilizadas são a gemcitabina e o 5-fluoracil. Mais recentemente, a utilização de outros medicamentos para tratamento tem sido utilizada, como o irinotecan, oxaliplatina; e em associação com 5-flouracil, o esquema denominado Folfirinox.
SAIBA MAIS - No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de pâncreas é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes por essa doença. Raro antes dos 30 anos, torna-se mais comum a partir dos 60 anos. Segundo a União Internacional Contra o Câncer (UICC), os casos da doença aumentam com o avanço da idade, com maior prevalência entre os 80 e 85 anos e na população masculina.
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Moura Leite Netto - Mtb 44.949 - moura@comunique.srv.br
