A.C.Camargo destaca novos achados sobre impacto psicossocial e econômico do câncer de mama Pular para o conteúdo principal

A.C.Camargo destaca impactos psicossociais e econômicos do câncer de mama

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A.C.Camargo destaca impactos psicossociais e econômicos do câncer de mama

Pesquisas revelam como o diagnóstico influencia a vida financeira e afetiva de mulheres em tratamento

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Pesquisas revelam como o diagnóstico influencia a vida financeira e afetiva de mulheres em tratamento

Durante o San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) 2025, maior congresso global dedicado ao câncer de mama, o A.C.Camargo Cancer Center apresentou 20 estudos científicos desenvolvidos pela instituição. Entre eles, dois trabalhos se destacaram por ampliar a compreensão sobre os efeitos psicossociais, relacionais e econômicos que o câncer de mama pode causar na vida das pacientes.

As pesquisas abordam questões frequentemente subestimadas na prática clínica, como rupturas amorosas durante o tratamento e a instabilidade profissional provocada pelos efeitos da quimioterapia, reforçando a importância de um cuidado oncológico verdadeiramente multidisciplinar e humanizado.

“É essencial integrar avaliações emocionais, sociais e financeiras à jornada assistencial. Isso permite ampliar o suporte às pacientes e desenvolver políticas públicas e corporativas mais efetivas”, explica a Dra. Fabiana Makdissi, mastologista líder do Centro de Referência de Tumores de Mama do A.C.Camargo.


Impactos econômicos: estabilidade profissional e apoio emocional

Um dos estudos avaliou 44 mulheres diagnosticadas com câncer de mama em 2024, todas em idade produtiva e que passaram por quimioterapia. Apesar de 65,9% terem conseguido manter o trabalho, total ou parcialmente, durante o tratamento, 60% apresentaram sintomas depressivos, e menos da metade recebeu apoio psicológico.

Além disso, 30% das mulheres eram a principal fonte de renda da família e 34% relataram redução salarial. A presença de lideranças femininas empáticas foi apontada como fator de proteção para a permanência no emprego.

“A perda de estabilidade financeira pode comprometer não só o tratamento, mas a qualidade de vida dessas mulheres. Flexibilização de jornada, home office e apoio psicológico devem ser parte da estratégia corporativa”, afirma a Dra. Solange Sanches, oncologista clínica e autora do estudo.
 

Rompimentos amorosos e os efeitos da terapia hormonal

O segundo estudo revelou que 38,3% das mulheres em uso de terapia endócrina passaram por término de relacionamento após ao menos seis meses de tratamento. Entre os fatores mais citados: baixa libido, insatisfação sexual, alterações na autoimagem e dificuldades de comunicação.

Apesar disso, 74,1% das participantes mantêm a expectativa de estabelecer novos relacionamentos duradouros, evidenciando a resiliência desse grupo.

“Os dados reforçam a importância de oferecer apoio emocional, orientação sexual e comunicação empática durante o tratamento oncológico”, destaca Makdissi.
 

Pesquisa nacional, impacto global

A participação do A.C.Camargo em eventos como o SABCS evidencia o protagonismo brasileiro na produção científica e na construção de modelos de cuidado mais humanos e integrados.

“Contribuir com evidências que ampliam a compreensão da jornada oncológica feminina é uma forma de transformar o cuidado oncológico globalmente”, conclui a Dra. Fabiana Makdissi.
 

Compromisso com o cuidado integral da mulher

Os estudos apresentados no SABCS reforçam o compromisso do A.C.Camargo Cancer Center com uma oncologia que vai além do tratamento medicamentoso. A escuta ativa, o acolhimento emocional e a atenção às esferas social, familiar e profissional são dimensões fundamentais para garantir não apenas melhores desfechos clínicos, mas também mais dignidade e qualidade de vida às pacientes.

Ao trazer à luz temas muitas vezes invisibilizados, como o impacto do câncer de mama nas relações afetivas e na renda familiar, o A.C.Camargo reafirma sua missão de honrar a vida e desafiar as fronteiras da oncologia com ciência, empatia e protagonismo.