Condutas terapêuticas em mulheres com câncer de endométrio agressivo
Condutas terapêuticas em mulheres com câncer de endométrio agressivo
Um estudo internacional* apresentado no ASCO 2017 analisou duas condutas terapêuticas utilizadas em mulheres com câncer de endométrio agressivo, com o objetivo de avaliar sobrevida e sobrevida livre de progressão da doença. As pacientes também foram avaliadas quanto à qualidade de vida, por meio de questionário, após conclusão do tratamento e, novamente, depois de 6, 12 e 24 meses.
A pesquisa comparou o tratamento apenas com radioterapia (RT) ao tratamento com quimioterapia adjuvante durante e após radioterapia (RTQT) em 660 mulheres, igualmente distribuídas por dois grupos, com um seguimento médio de aproximadamente 5 anos (60,2 meses).
A sobrevida de 3 anos nas pacientes que passaram por RTQT foi de 84,4% e de 83,9% nas que fizeram apenas RT. A sobrevida de 5 anos foi de 81,8% nas que passaram por RTQT e de 76,7% nas que fizeram apenas radioterapia.
Também houve benefícios para as pacientes em estágio III que fizeram RTQT no que se refere à sobrevida sem progressão da doença, com índice de 69,3% contra 58% das que passaram apenas por radioterapia.
Dr. Cássio Pellizzon, nosso diretor de Radioterapia, que acompanhou a apresentação, destaca que a qualidade de vida relatada 6 meses após o tratamento tem avaliações negativas principalmente por causa de neurite periférica, um quadro que melhora nas avaliações subsequentes aos 12 e 24 meses.
"A quimioterapia adjuvante administrada durante e após a radioterapia em pacientes com câncer de endométrio de alto risco é viável, com recuperação rápida após o tratamento, mas com persistência de sintomas neurológicos sensoriais relatados pelas pacientes em 25% dos casos", observa.
*Estudo: Final results of the international randomized PORTEC-3 trial of adjuvant chemotherapy and radiation therapy (RT) versus RT alone for women with high-risk endometrial cancer
