Conscientização sobre Tumores Neuroendócrinos
Conscientização sobre Tumores Neuroendócrinos
Já ouviu falar dessa neoplasia rara? Vem que a gente te ajuda a entender o assunto.
Este tipo raro de tumor, que registra uma incidência de apenas sete casos a cada 100 mil pessoas, mais comum em homens e mulheres entre 50 e 60 anos, pode aparecer em diversas partes do corpo e tem uma manifestação silenciosa em relação aos sintomas. Por isso, no dia 10 de novembro, foi instituído o Dia Mundial de Conscientização de Tumores Neuroendócrinos, para compartilharmos cada vez mais informações sobre o tema, realizarmos campanhas e acendermos o alerta sobre quando se preocupar com o possível surgimento dessa neoplasia.
Os tumores neuroendócrinos (TNE) são, na verdade, um grupo de tumores que podem evoluir lentamente (indolentes) ou rapidamente (agressivos). Eles podem surgir em praticamente qualquer parte do corpo e se originam de uma célula chamada neuroendócrina, que tem a capacidade de produzir hormônios, característica que torna esses tumores muito particulares. Alguns deles são detectados e tratados com agilidade, enquanto outros não.
A maioria dos casos surge no trato gastrointestinal (pâncreas e intestino) ou no pulmão. Veja alguns dos possíveis sintomas:
- Diarreia
- Rubor facial
- Desconforto abdominal
- Perda de peso
IMPORTANTE: mesmo apresentando esses sintomas, vale lembrar que, na maioria dos casos, não há indício algum. O diagnóstico acaba sendo um “achado” em exames de rotina, como uma endoscopia ou ultrassom de abdômen.
“Por poderem produzir hormônios, esses tumores causam sintomas bastante variados. Por exemplo, um tumor neuroendócrino pode produzir insulina, fazendo com que o paciente apresente sintomas de hipoglicemia; ou, ao contrário, pode provocar diabetes devido à produção excessiva de um hormônio que eleva a glicemia”, explica a head de Oncologia Clínica do A.C.Camargo Cancer Center, Dra. Rachel Riechelmann.
Os fatores de risco associados aos tumores neuroendócrinos ainda são pouco conhecidos, por isso falar em prevenção é algo limitado nesses casos. Pode-se dizer, porém, que boa parte deles está associada a características hereditárias, o que pode levar o paciente a desenvolver diferentes tipos de tumores neuroendócrinos ao longo da vida.
O tratamento desses tumores requer a atuação de equipes multidisciplinares, com diversos especialistas trabalhando em conjunto para definir a melhor estratégia para cada paciente. Envolve cirurgiões, médicos nucleares, endocrinologistas, oncologistas, entre outros.
Entre os tratamentos mais utilizados estão as terapias alvo molecular, as terapias moleculares, a hormonioterapia e a terapia com medicina nuclear, como o lutécio-177. São abordagens específicas para tumores neuroendócrinos que costumam oferecer resultados muito positivos em termos de sobrevida e controle da doença.
“Temos inúmeras pesquisas hoje sobre tumores neuroendócrinos que focam na biologia deles, buscando entender por que as pessoas desenvolvem esse tipo de doença. Há também estudos clínicos com novos tratamentos, principalmente na linha de terapias moleculares, com vários medicamentos inovadores surgindo. Por exemplo, a imunoterapia, em alguns casos, tem se mostrado efetiva”, complementa a Dra. Rachel.
