Dia Mundial do Coração: doenças cardiovasculares no tratamento oncológico
Dia Mundial do Coração: doenças cardiovasculares no tratamento oncológico
Entenda como o tratamento contra o câncer pode causar diversas doenças no coração e como esse problema pode ser solucionado
Entenda como o tratamento contra o câncer pode causar diversas doenças no coração e como esse problema pode ser solucionado
O Dia Mundial do Coração, celebrado em 29 de setembro e criado pela Federação Mundial do Coração, tem como objetivo conscientizar a população sobre as doenças cardiovasculares, que causam a morte de quase 19 milhões de pessoas a cada ano.
Muitos dos fatores de risco para essas doenças são preveníveis. Mas, você sabia que pacientes oncológicos também podem desenvolver doenças cardiovasculares devido ao tratamento?
Cura a qualquer preço
Até a década de 70, o tratamento contra o câncer seguia a lógica da cura a qualquer preço. Ou seja, eram utilizadas doses muito altas de um medicamento que era capaz de curar o câncer. Mas, a toxicidade do tratamento era tão alta que causava sequelas gravíssimas.
No caso das sequelas cardiológicas decorrentes do tratamento oncológico, o paciente pode sofrer com limitações do ponto de vista funcional, profissional e social, com riscos à sua vida.
O tratamento oncológico e as doenças cardiovasculares
Durante o tratamento contra o câncer, alguns medicamentos e tipos de radiação podem causar doenças cardiovasculares de forma aguda ou crônica, durante ou após o tratamento.
Durante a radioterapia, a radiação pode afetar a microcirculação de tecidos e órgãos sadios tornando-os friáveis, ou seja, que se fragmenta facilmente. No caso do coração, o paciente pode ter problemas no músculo e nas artérias, inflamação do pericárdio, defeito nas válvulas, infarto, arritmia, entre outros. São efeitos que costumam aparecer em longo prazo.
Alguns quimioterápicos, como da classe dos antracíclicos (o mais comum para diversos tipos de tumor), pode levar a uma dilatação e enfraquecimento do músculo cardíaco, causando arritmia. Por isso, é comum que o médico prescreva uma combinação de medicamentos, utilizando vários quimioterápicos com doses menores para minimizar os efeitos da toxicidade.
Atualmente, são usados os mesmos quimioterápicos que eram prescritos há 50 anos. Porém, com a redução da dosagem, a combinação com outros medicamentos e o acompanhamento cardiológico, é possível evitar danos irreversíveis ao paciente.
GEPETTO
O risco de toxicidade cardiológica é maior para pacientes que já tenham doenças cardiovasculares pré-existentes, para idosos e crianças.
Para monitorar os pacientes infanto-juvenis, o A.C.Camargo criou o Grupo de Estudos Pediátricos dos Efeitos Tardios do Tratamento Oncológico (GEPETTO), com objetivo de avaliar eventuais consequências tardias do câncer em indivíduos que se trataram e se curaram na infância e na adolescência.
Para saber mais, clique aqui.
Cardiologia no A.C.Camargo
Os pacientes oncológicos do A.C.Camargo podem contar com uma equipe de cardiologistas clínicos e cirúrgicos com experiência em toxicidade cardiológica decorrentes do tratamento oncológico. Os pacientes são acompanhados de perto tanto ambulatorialmente quanto na internação.
MAPA e holter
Agora, o paciente do A.C.Camargo também poderá marcar seu exame de MAPA e holter na instituição.
Fonte: Dr. Humberto João Rigon Jr., cardiologista e head de clínica médica do A.C.Camargo Cancer Center
Federação Mundial do Coração
Fonte:
Dr. Humberto João Rigon Jr., cardiologista e head de clínica médica do A.C.Camargo Cancer Center
Federação Mundial do Coração
