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Mitos e verdades sobre o câncer infantil

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Mitos e verdades sobre o câncer infantil

Confira 8 mitos e verdades e esclareça suas dúvidas sobre
tumores em crianças

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Confira 8 mitos e verdades e esclareça suas dúvidas sobre
tumores em crianças

O câncer infantil é considerado uma doença rara. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o número de novos casos de câncer infanto-juvenis esperados para cada ano do triênio 2020-2022 será de 4.310 casos novos para meninos e 4.150 para meninas. Esses valores correspondem a um risco estimado de 138 casos novos por milhão de meninos e 139 por milhão de meninas.

É um tema que costuma gerar diversas dúvidas em pais, cuidadores e familiares. Para esclarecer essas dúvidas, confira abaixo os principais mitos e verdades sobre o tema comentados pela Dra. Cecília Costa, líder do Centro de Referência em Tumores Pediátricos do A.C.Camargo Cancer Center.

1. Câncer em criança é igual ao câncer em adulto.

Mito. O câncer em criança é diferente dos tumores em adultos, pois não existem fatores de risco como falta de exercícios físicos ou erros na dieta. Suas causas ainda são desconhecidas.

2. O câncer infantil é somente de natureza hereditária.

Mito. Apesar do câncer infantil não estar diretamente associado a fatores como dieta e sedentarismo, não se determina a predisposição genética como o único fator de risco. Pelo contrário, menos de 10% dos pacientes pediátricos tem a hereditariedade como causa da doença. Como explicado anteriormente, a razão para a maioria dos casos de câncer infantil ainda é desconhecida.

3. Todo tratamento quimioterápico em crianças faz o cabelo cair.

Mito. Apesar de grande parte dos tratamentos quimioterápicos provocarem queda de cabelo, isso não ocorre necessariamente com todos os pacientes. A queda capilar depende do tipo de tumor e do medicamento utilizado. Doses mais intensas de quimioterapia costumam aumentar o risco desse efeito colateral.

4. A criança em tratamento oncológico não pode ir para a escola.

Mito. Nos períodos em que o paciente estiver clinicamente bem, é permitido frequentar a escola e até mesmo outros locais, como parques. No entanto, deve-se tomar cuidado redobrado quando houver casos de doenças contagiosas na escola ou na classe do paciente, pois a imunidade da criança em tratamento oncológico é mais baixa. Muitos pais acreditam que, durante o tratamento, devem manter os filhos em casa. Mas eles podem sair mantendo-se alguns cuidados, como por exemplo, evitar lugares fechados e com aglomeração, como hipermercados e transporte público, devido ao maior risco de contrair alguma infecção

5. Criança em tratamento quimioterápico não pode comer alimentos crus.

Verdade. Apesar de oferecerem maior concentração de nutrientes, os alimentos crus são mais propensos a conter micro-organismos, aumentando o risco de infecções. Por isso, tais alimentos devem ser evitados. O nutricionista que acompanha o tratamento é o profissional ideal para indicar quais frutas e verduras podem ser consumidas. Também é importante evitar se alimentar em restaurantes, lanchonetes ou outros estabelecimentos, por não ser possível verificar a procedência e a higienização dos produtos.

6. Pacientes pediátricos em tratamento quimioterápico não podem frequentar praia e/ou piscinas.

Verdade. As águas do mar e da piscina são ambientes que oferecem alto risco de contaminação pela alta concentração de produtos químicos ou bactérias. Devido à queda na imunidade provocada pelo tratamento, os pacientes oncológicos devem evitar praias e piscinas. A exposição à luz solar em excesso também pode trazer riscos. Caso uma criança em tratamento quimioterápico precise sair ao ar livre, recomenda-se escolher horários de sol mais ameno (antes das 10h e depois das 16h), o uso de protetor solar e permanecer preferencialmente na sombra.

7. Criança em tratamento quimioterápico deve ficar longe do animal de estimação.

Mito. O animal não precisa ser retirado da residência de um paciente em tratamento.  Porém, deve-se tomar uma série de cuidados para que o contato da criança com o bicho não ofereça risco de contaminação. O paciente não pode ter contato com os excrementos dos animais, tampouco deixá-lo dormir na mesma cama. Preservar-se de atos como lambidas no rosto, arranhões e mordidas também é importante.

8. Mesmo após a alta do tratamento, o paciente pediátrico precisa continuar o acompanhamento médico ao longo da vida.

Verdade. O cuidado com o paciente pediátrico deve permanecer após a alta para avaliação de possíveis efeitos tardios decorrentes da terapia ou mesmo da possibilidade de recidiva da doença. Esse acompanhamento clínico busca assegurar melhor qualidade de vida para a criança e adolescente ao longo de sua vida.