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Pesquisa revela que 6 em cada 10 brasileiras dizem conhecer formas de prevenção do câncer de mama

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Pesquisa revela que 6 em cada 10 brasileiras dizem conhecer formas de prevenção do câncer de mama

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Apesar dos avanços na conscientização sobre o câncer de mama, ainda há muitos desafios quando o assunto é informação de qualidade. Uma nova pesquisa realizada pelo Instituto Nexus em parceria com o A.C.Camargo Cancer Center revela que boa parte das brasileiras afirma conhecer formas de prevenção, mas muitas ainda têm dúvidas sobre o que realmente é mito ou verdade em relação à doença.

Realizada pelo Instituto Nexus em parceria com o A.C.Camargo Cancer Center, a pesquisa mostra que 60% das brasileiras dizem conhecer formas de prevenção contra o câncer de mama, o segundo tipo de câncer mais recorrente entre as mulheres. As entrevistadas, no entanto, demonstram dificuldades em identificar mitos e verdades sobre o tema.

O levantamento, que ouviu mulheres de 16 a mais de 60 anos, também mostra que 59% já realizaram o autoexame e 53% já fizeram mamografia. Por outro lado, 28% nunca realizaram nenhum dos dois procedimentos, sendo 25% dessas mulheres pertencentes à faixa etária de maior risco (acima dos 40 anos).

“A pesquisa indica que, apesar de haver algum grau de conscientização sobre as formas de prevenção e de acesso aos exames, ainda há muitos desafios nesse campo. Um deles é ampliar o esclarecimento sobre mitos relacionados à doença, além de lidar com o medo e o estigma que um diagnóstico de câncer de mama pode gerar”, afirma Fabiana Makdissi, Líder do Centro de Referência em Tumores de Mama do A.C.Camargo Cancer Center.

Mitos e Verdades

Na pesquisa, foram apresentadas quatro afirmações sobre a prevenção do câncer de mama. Confira os resultados:

1) Amamentar diminui a chance de ter câncer de mama
Menos da metade (47%) das mulheres respondeu “sim”  e essa informação está correta.

Embora exista relação entre amamentação e redução do risco da doença, seria necessário amamentar por longos períodos para que essa proteção seja significativa.

“Vale lembrar que nem todo fator de proteção significa blindagem, assim como nem todo fator de risco é considerado uma fatalidade”, explica a mastologista Dra. Fabiana Makdissi.

2) Reposição hormonal pode causar câncer de mama
Menos da metade (42%) concordou com essa afirmação que também é verdadeira.

Usada, entre outras finalidades, para aliviar sintomas da menopausa, a terapia de reposição hormonal (TRH)  especialmente a combinada de estrogênio e progesterona pode aumentar o risco de câncer de mama.

“Esse risco pode crescer, principalmente, se a terapia for realizada por mais de cinco anos. É importante destacar que mulheres que já tiveram câncer de mama não devem fazer reposição hormonal. O mais importante é que, antes de iniciar o tratamento, a mulher realize uma avaliação das mamas para detectar qualquer possível alteração”, afirma a Dra. Fabiana.

3) Colocar silicone aumenta a chance de ter câncer de mama
Essa afirmação é falsa, e 43% das entrevistadas acertaram. Outros 42% acreditam que seja verdadeira.

Ao considerar o carcinoma tipo mais comum de câncer de mama, responsável por mais de 95% dos casos —, não há maior incidência entre mulheres que possuem prótese de silicone.

4) Fazer autoexame regularmente garante que você não terá câncer de mama
A maioria (58%) das entrevistadas considera a afirmação falsa, o que está correto.

“O autoexame é uma ferramenta de rastreio que ajuda na detecção precoce quando há alguma anormalidade na mama, mas não impede o surgimento de tumores”, pontua a Dra. Fabiana Makdissi.

Prevenção: mais informação, menos risco

A prevenção do câncer de mama envolve o controle dos fatores de risco e o estímulo a hábitos protetores, além do acompanhamento médico regular para diagnóstico precoce.

Entre os fatores de risco comportamentais, estão o excesso de peso, a falta de atividade física e o consumo de bebidas alcoólicas. Também interferem na incidência da doença os fatores genéticos, endócrinos e reprodutivos, além da idade e da exposição à radiação ionizante.