Vacinação Covid-19: neste primeiro momento, não faremos aplicação no A.C.Camargo
Vacinação Covid-19: neste primeiro momento, não faremos aplicação no A.C.Camargo
Saiba mais sobre o processo de imunização para pacientes tratados na Instituição
Saiba mais sobre o processo de imunização para pacientes tratados na Instituição
A vacina para proteger da Covid-19 é segura e muito importante para pacientes oncológicos. Assim, listamos a seguir informações relevantes para este grupo.
As vacinas foram aprovadas pelos órgãos federais após os estudos demonstrarem que a maioria dos efeitos adversos foram leves – como dor no local da aplicação e dor de cabeça.
Embora não protejam completamente os pacientes da infecção, os dados mostram que evitam as formas mais graves da doença.
Há duas vacinas aprovadas no Brasil e ambas precisam de duas doses, que são aplicadas por via intramuscular, para imunizar adequadamente:
- A CoronaVac foi desenvolvida pela Sinovac Life Science Co., Ltd. É uma preparação feita com o novo coronavírus (SARS-CoV-2) inativado, ou seja, colocam-se substâncias químicas para que o vírus não seja capaz de causar a doença; o intervalo entre doses é de 21 dias
- A vacina de Oxford, produzida pela AstraZeneca, é uma vacina de vetor viral, ou seja, é composta por um vírus (adenovírus) que serve de transportador para moléculas do SARS-CoV-2. Quando injetadas no organismo, essas moléculas provocam uma resposta imunológica; o intervalo entre doses é de 90 dias
A primeira fase da vacinação já começou e contempla profissionais de saúde e idosos internados em instituições de longa permanência; a partir da segunda fase (estimada para 08 de fevereiro), a população geral será imunizada, a começar pelos grupos de maior risco.
Pacientes com câncer estão no grupo considerado de alto risco para complicações, caso de pneumonia bacteriana e insuficiência respiratória. Sendo assim, a vacina deverá ser oferecida para os pacientes e seus familiares.
Pouco é sabido sobre essas vacinas em pacientes com câncer, mas, assim como para outras vacinas, como a da influenza, recomenda-se:
- Pacientes em tratamento ou em planejamento de quimioterapia devem evitar a vacina quando os glóbulos brancos estão no ponto mais baixo; e, portanto, é melhor administrar a vacina duas semanas antes ou duas semanas após a infusão, ou mesmo entre os ciclos da terapia
- Pacientes em radioterapia não precisam “distanciar” a aplicação da vacina das sessões
- Pacientes em planejamento de cirurgia devem receber a vacina alguns dias antes ou depois do procedimento
- Pacientes em planejamento de transplante de medula óssea possuem um momento ideal para a vacinação, que só pode ser agendada após discussão com o médico responsável
Atenção: pelo possível estado de imunossupressão do paciente com câncer, a eficácia da vacina pode ser inferior à da população sem câncer dos estudos clínicos.
Todas as medidas para a prevenção da infecção pelo SARS-CoV-2, como uso de máscara, higienização das mãos e distanciamento social, devem ser mantidas após a vacinação.
